Interdisciplinaridade na solução de problemas

Estudantes de Engenharia da Computação participam de projeto alinhado com as necessidade da Medicina.

Estamos acostumados a pensar que os profissionais e as áreas de conhecimento são singulares, que não mantém relações entre si ou que surgiram unicamente da necessidade de resolução de um problema isolado. Um engenheiro, por exemplo, é limitado a resolver problemas matemáticos relacionados a construção de equipamentos ou prédios; um médico é unicamente relacionado a sua atuação em prol da saúde humana; um biólogo a estudar a fauna e a flora. Acontece, porém, que a inter-relação entre áreas favorece o crescimento tecnológico. Quando as áreas se relacionam novas perspectivas podem proporcionar que as habilidades de uma resolvam problemas de outra.

Relógio
Relógio para monitoramento de Idosos

Frente a essa realidade, alunos do segundo ano da Engenharia da Computação propuseram soluções a problemas levantados por grupos de estudos do curso de Medicina. Orientados pela professora Andressa Gulin, alunos estudam novas soluções para áreas da Saúde, bem-estar e condições de trabalho de catadores de lixo, empoderamento feminino, saúde de idosos e auxílio ao diagnóstico de doenças e transtornos mentais.

“Quando decidi fazer Engenharia da Computação, boa parte da minha dedicação vinha da vontade de poder ajudar alguém, seja qual fosse o problema que ela enfrentasse. Quando a ideia de um robô para monitoramento de idosos foi apresentada pelo professor, logo tive vontade de fazer o projeto, já que estaria solucionando um grande problema na área de acompanhamento, não apenas de idosos mas de crianças também. Minha vontade de “mudar o mundo” com soluções inovadoras fez com que eu me empenhasse nesse projeto de maneira única. Quando terminamos o projeto e após a apresentação tive aquela sensação de dever cumprido e me senti feliz por saber que estaria ajudando muitas pessoas.” – Giovani Grockotzki

Robô para acompanhamento de idosos
Robô para acompanhamento de idosos

Os alunos da Computação, ao escolher a área de trabalho, propuseram soluções que relacionaram o uso de Sistemas Embarcados, Internet das Coisas e Sistemas de Monitoramento de sinais Biométricos com a área da Saúde. Entre as engenhocas, estão um robô controlado por meio da internet, permitindo a um médico interagir com idosos e acompanhar a rotina de seu paciente, um relógio para monitorar a frequência cardíaca e a temperatura corporal e um sistema que lembra os pacientes e controla o consumo de remédios.

“O nosso trabalho de Sistemas Embarcados I, em conjunto com o de Medicina, foi bastante diversificado e interessante. Foi como se nós já estivéssemos no mercado de trabalho, sendo “contratados” por médicos para ajudá-los a desenvolver tecnologias; a fim de auxiliar e até solucionar alguns problemas encontrados atualmente na população. Assim, melhorar a qualidade de vida e o dia a dia da sociedade foi um de nossos objetivos no projeto, colocando-nos a par de um grande benefício de nossa profissão.” – Luciane Tomio

Ao longo do processo, os alunos de Engenharia tiveram liberdade na escolha da área com a qual gostariam de trabalhar e também qual seria a solução proposta. Antes do desenvolvimento as ideias foram validadas em uma oficina de Design Thinking, na qual os alunos foram convidados a imergir no problema (guiados pela vivência dos alunos e professora de Medicina) e a partir disso criar soluções inovadoras. A oficina permitiu filtrar ideias que não se aplicavam ao público, que não se enquadravam ao tempo de desenvolvimento possível, ou que, para um trabalho acadêmico, necessitavam de um investimento muito grande.

Solução para detecção de problemas mentais
Solução para detecção de demências

Essa atividade permitiu que os alunos enfrentassem problemas reais, em uma simulação de ambiente que enfrentarão quando estiverem no mercado de trabalho. As relações entre áreas permitem observar o quão focados os estudantes estão em nossas atividades e conhecimentos, despertar para o diverso, para o diferente e para o inovador não é mais um diferencial, mas sim uma necessidade.

Interdisciplinaridade na solução de problemas

Doutorando e Mestre em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (área de concentração: Engenharia Biomédica) pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2012) e graduado em Engenharia da Computação pela Universidade Positivo (2010). Atualmente professor do curso de Engenharia da Computação da Universidade Positivo. Atua principalmente nas áreas de Engenharia de Reabilitação, Informática Educacional, Arquitetura de Computadores e Sistemas Embarcados.

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