Aplicativos em favor da mobilidade urbana

A aceitação do aplicativo Uber tem aumentado, apesar das controvérsias

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou nessa terça-feira (10) o decreto que autoriza serviços de transporte individual feito pela empresa Uber. O decreto, publicado no dia seguinte, torna São Paulo a primeira cidade brasileira a autorizar esse tipo de serviço.

Andrea Leal, gerente de políticas públicas da Uber, participou de um evento de mobilidade urbana na Universidade Positivo, onde comentou o fato. “Está começando a conscientização de que o serviço de transporte diversificado beneficia população, profissionais do ramo, empresas de tecnologia e a cidade como um todo”, afirma.

Leal também deu exemplos de outras cidades que já adotaram o serviço de Uber, e assegurou que só há benefícios. A gerente cita Paris e Nova Iorque, mostrando, a partir de estatísticas, que não aumentaram os problemas de congestionamento, nem houve perda de lucro por parte das companhias de táxis.

Em menos de cinco anos de operação, a Uber já está presente em 56 países e mais de 300 cidades — cinco no Brasil. Desde seu início, já levantou 5,9 bilhões de dólares de investidores de risco e é avaliada em 41 bilhões de dólares. Para um milhão de passageiros que usam o serviço diariamente, a Uber é o futuro do transporte nas grandes cidades, segundo dados da revista Exame.

Mas ainda existem controvérsias. Um dos principais argumentos contra o sistema é que, por lei, o motorista que deseja dirigir um táxi no Brasil precisa de uma licença da prefeitura e de um alvará para o carro. Em algumas cidades, ainda mais documentos são necessários. Já para trabalhar para a Uber, o motorista precisa apenas passar por uma avaliação, ser checado judicialmente e ter uma carteira de motorista.

“Faz todo o sentido que o poder público entre para garantir padrões de qualidade e segurança. Não dá mais para falar em proibição. A ideia é olhar para frente e pensar em novas formas de regulamentação que possam abraçar novas tecnologias e outras empresas que ainda nem surgiram e possam vir a surgir”, diz Leal.

Em momento de recessão, essas iniciativas fazem ainda mais sentido, pois possibilitam mais opções de renda e alternativas de mobilidade para a população. O serviço ainda apresenta vantagens em questões de infraestrutura, monitoramento eletrônico, trânsito e meio ambiente.

Em Curitiba, no dia 12 de maio, o prefeito Gustavo Fruet autorizou táxis com passageiros a trafegar nas faixas exclusivas de ônibus, com o objetivo de melhorar o serviço e modernizar a cidade. André Telles, especialista em inovação e diretor de marketing do iCities, acredita que o uso da faixa exclusiva deixa o táxi mais ágil. “É uma das medidas que deixam o sistema de táxis mais competitivos aos novos modelos de transporte de passageiros individuais, como a Uber. É fundamental que haja um pensamento de integração de modais e políticas públicas que favoreçam a inovação e o livre comércio. Em breve, estaremos pensando em como adaptar o sistema as veículos autônomos, carros e bicicletas compartilhadas e eletropostos de abastecimento de veículos elétricos”, explica Telles.

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