Carne estragada?

Escândalo dos frigoríficos desperta cuidado extra na hora de comprar carne

No dia 17 de março, a Polícia Federal (PF) deu início à Operação Carne Fraca, para investigar o escândalo dos frigoríficos: trinta empresas alimentícias do país são acusadas de vender carne adulterada no Brasil e no exterior. A investigação aponta que a fraude envolve, por exemplo, mudança de data de vencimento dos produtos e utilização de quantidades impróprias de produtos químicos segundo as normas sanitárias.

Enquanto a Operação Carne Fraca se desenrola, é essencial que os cidadãos tomem bastante cuidado na hora de comprar carne. De acordo com Patrícia Olmedo, professora do curso de Nutrição da Universidade Positivo, os produtos de origem animal (carnes em geral) são regulamentados conforme a Lei nº 1.283, sancionada em 1950 e conhecida como RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal) – a qual também estabelece as características de cada produto.

“As carnes apresentam coloração e odor característicos, e aquelas expostas ao consumo devem possuir identificação de seu fabricante, data de fabricação, lote, data de validade, forma de conservação (sob congelamento, refrigeração ou seco e fresco) e registro no órgão competente (SIM, SIP ou SIF)”, explica. Segundo Olmedo, qualquer alteração das propriedades da carne (coloração e/ou odor) e ausência de identificação e registro indica que possivelmente esse produto esteja adulterado.

O consumo de carne estragada pode provocar a chamada Doença Transmitida por Alimento (DTA) – cujo desenvolvimento depende do tipo e da quantidade de microrganismo presente no produto, além de outros aspectos relacionados à manipulação do alimento. “Entre os sintomas da doença estão náuseas ou dores abdominais, que podem evoluir para diarreias e vômitos ou, em casos mais graves, para óbito”, finaliza Olmedo.

Caso o cidadão identifique irregularidades em produtos de origem animal, ele deve formalizar ao órgão de vigilância sanitária de seu município uma denúncia do estabelecimento que colocou o produto à venda. Em Curitiba, existe a Central 156, que recebe esse tipo de denúncia e a encaminha ao órgão de vigilância sanitária, encarregado de tomar as medidas cabíveis.

Postado por Betina Dias Ferreira

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