Competências exigidas no mercado de trabalho

As características que os profissionais atuais devem apresentar

É crise para cá, crise para lá… o quanto se ouve sobre a crise no Brasil em conversas, notícias, revistas etc.? Muitos brasileiros mudaram seus estilos de vida por causa do colapso econômico: alguns foram demitidos, outros fecharam as empresas e a maioria teve que fazer cortes no orçamento.

A crise realmente afetou a população brasileira e repercutiu em todas as esperas sociais, em especial no mercado de trabalho. Um dos fatores que comprova esse novo cenário foi o corte massivo de colaboradores nas empresas e o acúmulo de tarefa por parte dos que ficaram. Ou seja: passou-se a exigir do profissional um perfil diferenciado.

Os profissionais que estão atuando se viram forçados a sair da sua zona de conforto, buscando novas competências para garantir seu lugar no mercado de trabalho. Isso influencia na forma de cobrar o profissional e na motivação dele para procurar novos conhecimentos. Confira, abaixo, algumas das qualidades mais valorizadas no perfil do colaborador de uma empresa em 2017:

1. Inovação – Em um momento de crise, é crucial conseguir fazer mais com menos, ser mais produtivo e facilitar os processos. As pessoas que são inovadoras criam alternativas, questionam, duvidam, não se conformam e estão sempre em busca de novos caminhos e possibilidades. Esses profissionais garantem os diferenciais competitivos nas empresas e, portanto, são muito valorizados. A inovação não precisa, necessariamente, estar ligada à tecnologia, mesmo sendo esta que possibilita a eficiência de serviços e produtos, muitas vezes. Por isso, é importante estar antenado às novas ferramentas e saber utilizá-las para facilitar o trabalho e, assim, trazer resultados para a empresa.

2. Aprendizado contínuo – A tecnologia avança em ritmo veloz – e, com ela, a necessidade de se manter atualizado e aberto a novos conhecimentos: novas línguas, especialidades e gestão, entre outros. Essas qualidades possibilitam um diferencial competitivo, em plena era globalizada. É fundamental analisar os desafios futuros para se antecipar e agregar novas competências. Diversos cursos e pós-graduações presenciais e a distância estão disponíveis para os profissionais que querem se atualizar. O relatório The Future of Jobs, do Fórum Econômico Mundial, apresenta uma nova medida: a estabilidade de habilidades. A partir de agora, trabalhadores de todas as áreas terão a missão de manter suas habilidades atualizadas (reskilling) e aprimoradas (upskilling).

3. Relacionamento interpessoal – Segundo reportagem da revista Você S/A, 87% das demissões hoje em dia decorrem de problemas comportamentais e apenas 13% de problemas técnicos. Ou seja, a maneira com que o profissional se relaciona com os demais é muito importante para sua carreira. Quando o ambiente corporativo é saudável, trocas de ideias, brainstorming, colaboração e motivação fluem melhor, e todos acabam ganhando com isso. O bom relacionamento interpessoal é fruto de uma boa comunicação, postura profissional adequada, ética, educação e respeito ao próximo.

4. Comunicação efetiva – Quando a comunicação não está bem alinhada dentro das equipes, é bem provável que ocorram problemas organizacionais. Por isso, é preciso que o profissional se preocupe em expressar suas ideias com clareza, ter boa oratória, organizar o pensamento, ser calmo e seguro, fazer ser compreendido pelos colegas, ter certeza de que a mensagem que quis passar é aquela que o outro entendeu e também interpretar corretamente as mensagens que lhe são passadas.

5. Adaptabilidade – Com a inconstância em que o mundo corporativo se encontra no momento, é preciso estar aberto às mudanças e conseguir adaptar-se aos diferentes aspectos expostos. Ser aberto a novos métodos de trabalho e desafios que o mercado possa proporcionar é uma característica de extremo valor para as empresas. “As empresas de alta performance, que estão buscando inovação, vantagens transitórias e não permanentes, propostas de valores e conceitos de criatividade, buscam profissionais flexíveis, adaptáveis, mas que também possuam a condição de realizar. Ou seja, os profissionais precisam ser efetivos em cada um dos projetos. É importante que os colaboradores estejam dispostos a trabalhar com equipes multifuncionais, com muita diversidade, e que mesmo assim contribuam com seus valores para esses grupos”, observa Wander Mendes, professor de Gestão por Competências da Pós UP.

6. Automotivação – O colaborador motivado tem mais comprometimento com a profissão e entusiasmo para se desenvolver, mas nem sempre a motivação vem de superiores ou da organização, mas de dentro de si. “Todos nós temos nossos motivadores pessoais. O que importa é se conhecer para saber os propósitos pessoais e a partir disso guiar as ações para cumprir os objetivos. É preciso direcionar o foco para os resultados e localizar meios para atingi-los. É muito comum confundir fatores de satisfação com os de motivação. Satisfação não gera motivação; gera uma condição de atender a princípios básicos, como poder ter mais estabilidade financeira. Já motivação requer colocar em prática os motivos para o desenvolvimento. São fatores mais intrínsecos, mais ligados aos gostos e ambições pessoais. Depende de cada profissional”, completa Mendes.

Postado por Betina Dias Ferreira

5 comentários sobre “Competências exigidas no mercado de trabalho

  1. Teresinha de Lara disse:

    Muito interessante a matéria. No entanto um dos assuntos que vejo pouco abordado nas matérias no mesmo tipo, são as interações dos profissionais mais maduros com os jovens da geração Y que estão chegando agora nos postos de liderança das empresas. Eu vejo muito conflitos nesses relacionamento, uma vez que uma das características desses profissionais mais jovens é a mudança contínua na carreira, o que leva a uma instabilidade nos grupos de liderança.
    Eu gostaria de ver esse assunto abordado.

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