Gestão de portas abertas: você já abriu a cabeça para essa ideia?

A gestão dos tempos de hoje

Comunicação fluída e integrada, transparência e gestão compartilhada são valores comumente pregados em muitas empresas por aí. Na teoria, ocupam quadros e materiais institucionais, mas na prática passam bem longe da realidade da empresa e da cultura organizacional.

Enquanto isso, algumas organizações levam muito a sério alguns valores e políticas organizacionais adotados. Como exemplo, aquelas que implementam a política/gestão de portas abertas, na qual os donos da empresa, supervisores e gestores dividem o mesmo ambiente de trabalho que seus colaboradores e estão acessíveis e disponíveis à equipe.

Há ainda quem pratique uma gestão de portas abertas, e faça com que não haja realmente nenhuma barreira física que impeça a comunicação e integração dos gestores com a equipe e vice e versa. E com isso, substituem as tradicionais paredes por divisórias.

Você pode até julgar que salas e andares amplos, sem paredes não é tão comum. Mas, com novas tendências e formatos de gestão e trabalho, novas estruturas surgiram, como os espaços de coworkingnos quais pequenas empresas, profissionais liberais e autônomos compartilham o mesmo espaço de trabalho. Mas, não é necessário derrubar as paredes físicas para se tornar um gestor mais acessível e integrado a sua equipe.

Você pode estar se perguntando: “Há assuntos e questões que demandam privacidade e que não devem ser tratados frente aos colaboradores. Como fugir da exposição?”. Alguns gestores, mantém uma sala exclusiva para momentos que exigem privacidade, mas o intuito não é manter um espaço meramente figurativo no ambiente coletivo e trancar-se em uma sala por todo o tempo.

Ao assumir uma política como essa é preciso fazer com que você, não apenas os seus colaboradores, percebam o verdadeiro valor que a mudança traz para a organização. Antes de abrir as portas, você deve abrir a cabeça para as oportunidades, benefícios e desafios que essa política implica. E é bom ter a consciência de que não é necessário aderir a todas as novidades e possibilidades que existem, quando o assunto é gestão. Faça apenas uma escolha, mas de modo consistente. Se a toda hora você implementar uma nova forma de gerir sua empresa, nenhuma será realmente absorvida pela equipe e muito menos por você. Mudanças são realizadas para que transformações aconteçam.

Gabriel Kallas, co-fundador e CEO da Toro Radar – empresa de análise de investimentos afirma que “estar ao lado de nossa equipe é um aprendizado diário e só aprendemos porque estamos perto, disponíveis, acessíveis. Muitos donos de empresa concordam que é importante acompanhar o negócio de perto, mas se esquecem de olhar para as pessoas que junto a ele, constroem o sucesso do negócio.  Atualmente até as divisórias já foram colocadas de lado em algumas áreas da empresa e são nítidos os benefícios dessa integração”.

Você pode até não abrir as portas e a mente para esse formato de gestão, mas o que não vale é fechar os olhos para as inúmeras possibilidades de tornar o ambiente de trabalho da sua empresa melhor e permitir que isso impacte positivamente em seus resultados.

Autoria de Renata Cota, 24 anos é graduada em Marketing e autora de artigos em diversas editorias. Integrante da equipe de marketing do Toro Radar é responsável pela assessoria, comunicação e relacionamento da empresa com parceiros em todo o país.


Postado por Betina Dias Ferreira

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