Inovações que mudam o mundo

Ideias disruptivas marcam o empreendedorismo atual

O empreendedorismo está sempre cheio de novos termos e expressões. Atualmente, o termo da moda é “disrupção”. Você sabe o que significa? A disrupção acontece quando um produto ou serviço cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam. Geralmente é algo simples, mais barato do que as opções já existentes e proporciona oportunidade de uma nova parcela da sociedade ter acesso ao que antes não tinha.

Alguns dos produtos e serviços mais famosos e comentados hoje são Uber, Airbnb e Youtube, entre outros. Eles tomaram lugares de empresas líder de mercado e democratizaram o uso de seus serviços. Outros exemplos são os aplicativos 99Táxis e Easy Táxi, que tomaram o lugar das rádio taxis. O Google, por sua vez, tornou a lista telefônica obsoleta.

“A grande inovação geralmente é óbvia, e óbvia na forma positiva. Aquilo que está na cara que todos estão precisando, mas que ninguém colocou a mão na massa para transformar em um produto utilizável”, explica Arthur da Igreja, consultor de estratégia e economia. A grande ideia pode estar na cabeça de várias pessoas, mas somente quando é colocada em prática é que pode ser útil para a população, como explica o CEO da Contabilizei, Victor Torres. “Vários contadores me abordam, contando que já tinham pensado nisso; eu apenas digo que fui lá e fiz. Depois de levar algumas negativas e ser desacreditado, não parei. Continuei, pois, acreditava no negócio”, conta.

Inovações disruptivas dão mais informação e poder de escolha ao consumidor, facilitam processos e barateiam produtos. Mas, normalmente, as pessoas acabam se atendo a prestar um serviço conhecido a um público restrito e já atendido. Por isso, a grande sacada para ser disruptivo acaba sendo a criação de uma abordagem distinta. José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, explica que, para todo conhecimento, existe uma base – e qualquer ideia precisa estar fundamentada nos quatro pilares de desenvolvimento. “Comunicação verbal e escrita, habilidade de relacionamento interpessoal, raciocínio lógico e pensamento analítico – instrumentos necessários para qualquer desenvolvimento da vida”, explica.

Ainda que haja muita coisa para desenvolver, as ideias sempre irão surgir de pessoas que consigam enxergar o todo e tenham essas habilidades bem definidas. “Precisamos ser autodidatas, tentar e errar, nos apaixonarmos pelas ideias, enfim, ir à luta. Muitas ideias estão espalhadas por aí. Cabe a nós fazermos as conexões”, ressalta Torres. A inovação disruptiva provoca grande impacto na estrutura de diversos setores, mas essas mudanças geralmente são involuntárias.

As mudanças causadas por empresas inovadoras não necessariamente destroem o que está consolidado e nem provocam a substituição dos produtos e serviços existentes. A disrupção pode criar novas demandas e novos públicos. “A versão que vemos hoje de qualquer coisa se torna obsoleta a cada dia. Até mesmo o que nós somos, sabemos, consideramos pontos da nossa personalidade, podem ser mudados de um dia para outro. O que importa é que essa onda de mudança atual instiga a estarmos aprendendo sempre”, conclui da Igreja.

José Pio Martins, Arthur da Igreja e Vitor Torres participaram do bate-papo Disrupt – Inovação Disruptiva, que marcou o lançamento da parceira da Universidade Positivo com o Nex Coworking. A parceria resultará em diversos eventos voltados para o empreendedorismo e inovação ao longo do ano.


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