Os empregos não deixarão de existir

A tecnologia criará novas funções e, assim, as profissões estarão garantidas

Hoje, muito se fala no futuro dos empregos e como as tecnologias vão substituir facilmente e superiormente os humanos. É visível que as inovações crescem em ritmo exponencial e quem não acompanha realmente se encontra em retrocesso. Não há dúvida que é preciso se atualizar, estar a par do que há de novo no mundo digital e utilizar dessas ferramentas para se destacar no mercado de trabalho.

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), fundação sem fins lucrativos que promove encontros anuais entre líderes políticos, economistas, jornalistas e intelectuais de diversos países do mundo, mostrou que até 2020 mais de 7 milhões de pessoas no mundo perderão o emprego para robôs.

Muitos profissionais estão assustados com essas grandes mudanças. Mas não é preciso! Os empregos não vão sumir. É óbvio que as mudanças nos empregos, como carga horária, autonomia dos colaboradores e home office, prometem movimentar o mercado, mas ainda há muitos cargos que serão mantidos – e atualizados. Melhor: muitos outros começarão a existir.

Artigo publicado na revista eletrônica MIT SMR da universidade norte-americana Massachusetts Institute of Technology relata os estudos de três executivos da Accenture (H. James Wilson, Paul R. Daugherty e Nicola Morini-Bianzino), maior consultoria em gestão, tecnologia da informação e outsourcing do mundo.

O estudo mostra que, embora as tecnologias eliminem alguns empregos, novos postos também serão criados. Segundo os especialistas, essas novas funções não substituem antigas funções: elas são novas, exigindo habilidades e treinamentos que não têm precedentes.

Mais especificamente, os executivos da Accenture revelam três novas categorias de trabalho: os Trainers, os Explainers e os Sustainers, ou seja, os que treinam, os que explicam e os que sustentam. Essas três características assegurarão que os trabalhos das máquinas sejam eficazes, responsáveis e transparentes.

Trainers (os que treinam)
Essa primeira categoria de trabalho precisará de pessoas que ensinem os sistemas de inteligência artificial a operar. Por exemplo, ensinar aos chatbots (robôs que fazem atendimento ao cliente) a terem mais empatia. É preciso ensinar as sutilezas da comunicação humana, como o sarcasmo, e que todas as relações entre a máquina e o humano apresentem a ética e a justiça. Dentro desse exemplo, podem existir os novos cargos como “tutor de linguagem e significado de idioma”, “modelador de interação de máquina inteligente” e “instrutor de visão de mundo”, como sugere o artigo.

Explainers (os que explicam)
A segunda categoria de novos empregos irá preencher a lacuna entre tecnólogos e gestores empresariais. Eles serão aqueles colaboradores que entenderão quando o sistema dá erro. Nessa categoria, poderão existir cargos como “designer de contexto”, “analista de transparências” e “estrategista de utilidade de inteligência artificial”, por exemplo.

Sustainers (os que monitoram)
A última categoria de novos empregos identificados na pesquisa pode garantir que os sistemas de inteligência artificial operem conforme planejado. Esses poderiam ser chamados de “especialista em automação”, “economista de automação” ou “gerente de relações de máquina”.

Interessante, né? Esse artigo aprofunda bastante sobre como aprimorar e desenvolver competências humanas no mundo digital, e comprova a existência dos empregos. É possível identificar que o desenvolvimento profissional estará atrelado à ampliação tecnológica e que adaptar-se é essencial. Leia-o na íntegra aqui.

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *