UP apoia o fotógrafo Marcio Pimenta em projeto documental sobre impactos das mudanças climáticas

Marcio Pimenta é um fotógrafo da revista National Geographic e está com um novo projeto, o Stress Nexus, que explora os impactos das mudanças climáticas no mundo. A Universidade Positivo é patrocinadora do projeto.

Na primeira etapa, o fotógrafo visitou a Antártida, um dos lugares mais sensíveis do planeta às mudanças do clima. “A Antártida derrete”, explica Pimenta, “e todos nós iremos sofrer as consequências do modelo de desenvolvimento econômico atual. Precisamos mudar já. Todos os esforços ainda são pequenos para o problema que bate a nossa porta”.

Confira um trecho da matéria e alguns dos registros do fotógrafo:

Para se ter uma ideia do quanto ainda pouco conhecemos a Antártida, ela só fez sua “estreia” nos mapas em 1531, uma década depois do explorador português Fernão de Magalhães encontrar a passagem entre o Oriente e o Ocidente que ficou conhecida como o Estreito de Magalhães. Mas, em tese, não resta mais nenhum paraíso intocado no mundo. Lugares que povoam nossa imaginação já passaram por tantas transformações diretas e indiretas que jamais poderão recuperar sua condição “original”. Justifico o uso das aspas para definir “original” porque uma coisa é certa sobre o nosso planeta: tudo muda. O mundo como nós conhecemos já sofreu diversas transformações. Diversos “portais do tempo” foram atravessados e frequentemente um tipo de clima dá lugar a outro. O que definimos como “original”, é apenas como conhecemos a Terra no período de tempo que alguns cientistas definem como antropoceno – quando as atividades humanas começaram a ter um impacto global significativo no clima da Terra e no funcionamento dos seus ecossistemas, enfim, quando começamos a Revolução Industrial. E no nosso período aqui estamos destruindo as condições favoráveis que permitiu o desenvolvimento da nossa espécie como a conhecemos.

Contudo, ainda existem lugares em sua natureza bruta. Certamente por ser um dos lugares mais inóspitos da Terra e graças ao Tratado da Antártida, quando diversos países concordaram em 1959 a suspender por tempo indeterminado suas pretensões de ocupação e usar este espaço na Terra para exploração científica em regime de cooperação internacional, a Antártida apresenta-se como uma das nossas ultimas oportunidades em não perdermos a associação íntima como o nosso ecossistema.

A bordo do barco científico “Karpuj” e ao fundo parte do glaciar Collins. Na base alimentar de toda riqueza está um plâncton microscópico que prolifera no contato do gelo com a água do mar. Com o rápido derretimento do gelo ele não tem tempo de crescer e servir à cadeia alimentar.

Pinguins-de-barbicha (Pygoscelis antarcticus).

Andrea Sepulveda, estudante de engenharia física da Universidade de Santiago do Chile, solta um balão de hélio que carrega uma sonda que irá captar perfis de nuvens como umidade, pressão, altura e velocidade do vento (intensidade e direção).

O glaciar Collins exibe cores translúcidas.

Elefante-marinho descansa em uma praia.

A reportagem completa você encontra aqui.

Postado por Betina Dias Ferreira

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