Universidade Positivo destaca-se no Projeto Rondon

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A Universidade Positivo foi novamente selecionada para participar, no início de 2014, do Projeto Rondon – uma iniciativa do Ministério da Defesa que incentiva o envolvimento voluntário de acadêmicos em ações de desenvolvimento de municípios com baixo IDH. De 18 de janeiro a 3 de fevereiro, a UP, com o apoio do Instituto Positivo, participará da Operação Velho Monge, que será realizada no estado do Piauí, em 20 municípios da região. Pela primeira vez, a instituição desenvolverá oficinas dentro do Conjunto B (áreas de Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho), na cidade de São João do Arraial. Os estudantes que integrarão o Projeto são dos cursos de Ciências Biológicas, Design de Produto, Enfermagem, Medicina, Pedagogia e Psicologia. 

Até então, nas três últimas edições, a UP havia atuado no Conjunto A de ações (áreas de Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde).“A equipe de rondonistas da UP terá um grande desafio pela frente, pois é como começar de novo, com novo foco, novos objetivos e novas ações. É uma oportunidade de mostrar a nossa capacidade de atuar em outras áreas do conhecimento”, diz a coordenação de Extensão Universitária da UP. 

Outra novidade desta edição é o convite, feito pelo Ministério da Defesa, para que o professor de Medicina, Edisom Brum, integre uma missão da Marinha do Brasil, denominada ASSHOP (Assistência Hospitalar), em janeiro e fevereiro, em um navio, que atenderá comunidades ribeirinhas no estado do Amazonas. Brum integra a equipe da UP no Projeto Rondon desde a primeira participação da instituição, que aconteceu em julho de 2012.
 

Operação Forte do Presépio (julho de 2013)


Em julho de 2013, alunos de Arquitetura e Urbanismo, Enfermagem, Medicina, Odontologia e Psicologia da UP participaram da Operação Forte do Presépio, em Centro Novo do Maranhão (cerca de 270 km – em linha reta – de Belém). Nessa operação, os estudantes e professores da Universidade Positivo atenderam 3.400 pessoas da comunidade. Esse número quase quadruplicou em relação à operação anterior, São Francisco, realizada na cidade de Carmópolis, no Sergipe, no início deste ano, na qual foram realizados 900 atendimentos.

Para a coordenadora, os resultados mostram o reconhecimento de todo o trabalho, dedicação e empenho de professores e alunos que acreditam no projeto e “vestem a camisa” em prol das comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Para Rosane Lissa: “É a chance de colocar em prática a cidadania, a solidariedade e o conhecimento. Tudo isso em prol da melhoria da qualidade de vida das comunidades atendidas”, afirma. 

Além da teoria: prática, vivência e atuação


O curso de Psicologia integra o Projeto Rondon desde a primeira operação da qual a UP participou. Nas operações, os estudantes do curso atuam em oficinas de distúrbios de aprendizagem e realizam orientação profissional e oficinas de desenvolvimento, entre outras atividades. “Os alunos relatam a importância de participar desse projeto para a formação profissional deles. Assim, os futuros psicólogos têm noção da importância e da contribuição que a Psicologia oferece às outras áreas do conhecimento”, afirma o coordenador do curso de Psicologia da UP, professor Raphael Di Lascio. O coordenador ainda diz que, como a Psicologia é uma profissão que exige a prática de colocar-se no lugar do outro, o Projeto Rondon contribui, de forma significativa, para a formação profissional dos acadêmicos.

Para a aluna do sexto ano do curso de Medicina, Camila Santos Osiowy, que participou da operação do navio ASSHOP em janeiro de 2013, a atuação no Projeto foi a realização de um sonho. Ela afirma que não tem pretensão de mudar o mundo, mas sente-se realizada com a possibilidade de mudar a realidade de alguém. “Foi a experiência mais incrível e intensa que já vivi. Uma oportunidade única de trabalhar com pessoas de todas as regiões do país e realizar a tarefa de construir uma equipe sólida com pessoas que ainda não conhecia. Aprendi que a prática da Medicina não inclui apenas atender pacientes, fazer diagnósticos e prescrever medicação. Significa, no sentido mais amplo, aprender a escutar as pessoas, entrar na casa delas, entender suas crenças, conhecer o modo como vivem para, então, ser capaz de cuidar”, conclui.

É a chance de colocar em prática a cidadania, a solidariedade e o conhecimento. Tudo isso em prol da melhoria da qualidade de vida das comunidades atendidas

ROSANE LISSA